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Uma rapidinha (ou “Amor à Primeira Transa”)

12 abr

Casório no agreste, em uma cidade pequenina. Meia hora de atraso – se é que se pode chamar tal momento de atraso, afinal faz parte da festa ver o noivo suar. Duas pingas pra acalmar. Menino querendo doce. Choro de mãe. Padrinhos nervosos. Um casal se olha. Burburinho, e logo o silêncio. A noiva chega. Correria. Um casal se olha. Todos em seus lugares, levantam-se. Um casal sai.

Noivos caminham pro altar. O casal corre para o banco traseiro da kombi. O padre saúda a igreja. As bocas se saúdam. Nervosismo e aperto no peito dos noivos. Aperto de corpos entre o casal. Borboletas no estômago dos noivos. Cabeçadas entre as coxas do casal. Choro e suspiro na igreja. Gemidos e sussuros na kombi. Selando o amor. Melando o calção.

- Que fale agora ou cala-se para…

- Nós também queremos casar!

S-u-r-p-r-e-s-a geral! Satisfação e prazer em dupla! Era só isso que importava. Loucura?

- Que sejam felizes para sempre!

Quanto dura o para sempre?

Um casal, amor. E o outro? Amor, também. Por que não?

- Vamos dar mais uma?

Que fale agora ou case-se para sempre.

 

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