Com a mão nas suas ancas
Ele não se manca
Que a moça que o encanta
Lhe tranca
.
Cochichando aos ouvidos
Um misto de susurros e gemidos
(…)²
¹:[acidentalmente escrito por Yuri Padilha ]
²: [camaradamente escrito por Calango!]
¹:[acidentalmente escrito por Yuri Padilha ]
²: [camaradamente escrito por Calango!]
Se – re – ni – da – de
De mãos dadas, tudo tranqüilo
Aliás, que paz
.
Os versos tristes borraram, quase apagados
(Quase, pois sempre deixam marcas no papel)
.
O amigo violão só me dá um samba
Mas não chorão como os do Poetinha
Um samba enredo que põe na avenida alegria
Alegria que explode com a bateria
Mexe com o corpo até do pior dançarino.
.
A vida como num filme
Película sobre o caminho
Personagens que seguem juntos
(Me disseram que é comédia romântica)
Gênios diferentes que se equilibram
Um amor que ensina a conviver
A viver
.
A vida é meio isso
Só te conto o meio, fim de filme ninguém conta
(E eu ainda não sei)
Sei que vai sereno.
Desde criança gostava de flores
Tateá-las com mãos suaves, sentindo o aroma gentil
Bebendo o mel amargo, imita o beija-flor num dança
Leve de levitar
.
Com olhos gatunos, semi cerrados e lábios mordidos
A adorar os astros gêmeos em órbita no alto do jardim
Crava a terra morena ou branca com mãos fortes
Lança a semente numa dança intensa de delirar
E faz crescer o fruto
.
A terra treme, geme, grita
O jardineiro força, bate, agita
O fruto cresce, cres… cre…
Explode!
A flor se derrama em mel amargo
E se faz em alegria
Pro jardim, pro Jardineiro
No caderninho