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Encanto / De Canto

18 dez
Cada qual no seu canto
Até começar o canto,
Silencioso, de dois pares
Olhos que se gravam
Que se cravam
Tesão, tensão, intenção.
Atração.
(…)¹
.
Com a mão nas suas ancas
Ele não se manca
Que a moça que o encanta
Lhe tranca
.
Cochichando aos ouvidos
Um misto de susurros e gemidos
(…)²

¹:[acidentalmente escrito por Yuri Padilha ]

²: [camaradamente escrito por Calango!]

Escrevo, escuto, danço, vejo (ou Serenidade)

14 ago

Se – re – ni – da – de

De mãos dadas, tudo tranqüilo

Aliás, que paz

.

Os versos tristes borraram, quase apagados

(Quase, pois sempre deixam marcas no papel)

.

O amigo violão só me dá um samba

Mas não chorão como os do Poetinha

Um samba enredo que põe na avenida alegria

Alegria que explode com a bateria

Mexe com o corpo até do pior dançarino.

.

A vida como num filme

Película sobre o caminho

Personagens que seguem juntos

(Me disseram que é comédia romântica)

Gênios diferentes que se equilibram

Um amor que ensina a conviver

A viver

.

A vida é meio isso

Só te conto o meio, fim de filme ninguém conta

(E eu ainda não sei)

Sei que vai sereno.

O Jardineiro

13 mai

Desde criança gostava de flores

Tateá-las com mãos suaves, sentindo o aroma gentil

Bebendo o mel amargo, imita o beija-flor num dança

Leve de levitar

.

Com olhos gatunos, semi cerrados e lábios mordidos

A adorar os astros gêmeos em órbita no alto do jardim

Crava a terra morena ou branca com mãos fortes

Lança a semente numa dança intensa de delirar

E faz crescer o fruto

.

A terra treme, geme, grita

O jardineiro força, bate, agita

O fruto cresce, cres… cre…

Explode!

A flor se derrama em mel amargo

E se faz em alegria

Pro jardim, pro Jardineiro

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